A Boa Dúvida

É muito comum que as pessoas reclamem dos patrões, mas quando lhes é feita a pergunta “Por que você não se transforma no seu próprio patrão (ou patroa)”, apontam mil e muitos problemas e zilhões de dificuldades.

A verdade é que empreender é para poucos. A maioria tenta mesmo é eternizar a permanência no mesmo emprego, porque não quer ou não pode sair de sua zona de conforto e tentar algo novo. Esse comportamento, aliás, não se resume a situações de trabalho, mas até a relacionamentos. Quem nunca soube ou conheceu pessoas cujo casamento estava mortinho da silva e não conseguiam enterrar?

Acontece o mesmo com o trabalho, às vezes a satisfação com o que faz se transformou num peso quase impossível de carregar, mas assim mesmo as pessoas “vão levando” e passam o resto dos seus dias a lamentar sem conseguirem enxergar nada além de suas reclamações .

O medo de mudança é compreensível em países que não oferecem oportunidades de trabalho, só que essas mesmas pessoas nada fazem para diversificar sua experiência, mesmo enquanto estão no tal trabalho frustrante. Além disso, existe a crença de que os bons salários só existem realmente nas fábricas e nos escritórios.

Uma coisa que eu já vi resultar em satisfação foi a mudança de atitude com relação à apropriação do trabalho, ao modo de realizar a tarefa.

Sim, inventar uma nova maneira de fazer a mesma atividade pode ser surpreendente. Por exemplo, trabalhar como se fosse o próprio dono da empresa, racionalizando recursos, diminuindo tempo de produção e economizando material. Bom, mas aí alguém poderia dizer ”Eu? Tá, eu me esforço e o lucro fica com o patrão?”

E o que poderia ganhar em entusiasmo, ou mesmo em aprimoramento de técnica?

Poderia até ser um modo de mudar o patamar de conhecimento sobre o próprio trabalho, e realizar um dos princípios básicos do sucesso. Estaria praticando o pressuposto de que o diploma não encerra a fase de estudos. Quem sabe até encontraria um novo paradigma para sua vida – passar a vida inteira trabalhando no mesmo lugar, com as mesmas pessoas e sob as mesmas condições é uma atitude reducionista, diminui a possibilidade de enxergar o novo. Sendo assim, por que não tentar? Por que ficar amarrado à necessidade de tanta certeza, de tanta estabilidade?

Afinal, é a Mudança que produz os dias e as noites, o calor e o frio. É incerteza que promove a ousadia que nos empurra para a frente e é da dúvida que nascem as grandes soluções.

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