Lá vem ele!

É, 2017 vem aí, e, pelo que observo, as pessoas estão ansiosas pela chegada de um novo ano como nunca vi antes.

Não é para menos… 2016 foi cruel — com o Brasil e o mundo.

No mundo, a diáspora do Terceiro Milênio — milhares de pessoas perambulando de fronteira em fronteira buscando um lugar para viver, perseguidos que são em seus países.

Aqui, aquela lambança (sinto muito, mas não vejo nome mais apropriado). Lambança que acabou por falir um país, e extinguiu a esperança de um futuro decente, com oportunidades para os que estão iniciando sua vida.

Não sou dessas pessoas que ficam remoendo o passado, mas este passado recente nós temos que investigar, mastigar bem isso tudo para fazer uma boa digestão e aprender com a experiência. Nunca o roubo foi tão praticado pela classe política como agora. Presidente ganhando presentes de empresas que não foram presentes, foram o que, mesmo? Ah, lembrei… foram imóveis apenas construídos sob as ordens e orientação de uma família que estava “pensando” se queria comprar ou não. Mas a empresa de construção, tão boazinha, fez as mudanças… e num dos imóveis essas mudanças incluíam elevador privativo, cozinhas top class e outras “melhorias”… Mas só para ver se agradavam os clientes e conseguiam vender… Ao final, os “clientes” devolveram o imóvel (depois que o assunto vazou na mídia).

O ex-presidente da Câmara, por exemplo, apresentou renda oriunda de uma “empresa de exportação de carnes” da qual, ao que parece, ainda não provou a existência. O melhor (ou pior) é que ouvi comentários do tipo, “Puxa, teve gente que roubou tanto, eles só roubaram um pouco, pra que fazer tanto escândalo?”

Bom, se compararmos ao saque ao governo do Rio de Janeiro, até que essas pessoas têm razão. Porque aqui, o roubo foi completo. Total, desavergonhadamente cínico.

Bom… Quer dizer… Nada bom, mas foi o que tivemos para 2016.

Ah, 2017, venha com tudo.

Com tudo que for de consciência par nós, povo brasileiro, para que nos convençamos de que somos cidadãos E donos —  DONOS — do nosso país. E que, como proprietários desta terra descoberta por Cabral, saibamos cuidar dela e a preservar.

E que o exemplo comece a partir de cada um de nós — que cada um pague seus impostos sem falcatrua, que observe os sinais de trânsito, que trate bem o seu vizinho, pais que cuidem de seus filhos, filhos que cuidem dos seus pais.

Por quê?

Ah, porque é muito fácil sentar diante da TV, e, vendo o telejornal, sair criticando e xingando todos os políticos, sem fazer nada, individualmente, para nossa História mudar.

E, não tenhamos dúvida, quem pode mudar a História de um país não é são os que o roubam, mas os que o constroem com seu trabalho. Sim, os que o constroem com seu trabalho.

Bom 2017 para todos nós.

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Obs: Vou fazer um “retiro” de um mês. Volto em fevereiro, e espero que até lá o Brasil não feche para balanço. Abraço a todos.

 

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