Nem Sempre “Guerra é guerra”

Viagens sempre levam a observar o diferente, o inusitado. Mas o bom é trazer o inusitado para nossa vida, é o que Daisy Lucas fez neste texto.

Nem Sempre “Guerra é guerra”.

Depois de quase quatro anos escrevendo crônicas semanais para a Singles, que Noga Sklar e agora também Vânia Gomes conduzem com tanta garra, resolvi tirar umas férias até dezembro, como Vânia anunciou na Revista da KBR.

Férias… Deixe-me explicar… Férias para mim, hoje, é quase sinônimo de viagem.
Talvez porque já tenha havido um tempo em que eu tinha férias, mas não tinha dinheiro para viajar; ou quando por acaso o acaso me concedia a honra de descobrir uma viagem possível num período impossível de tirarmos folga, ou quando eu e meu marido realizávamos a façanha de economizar alguma graninha, mas algum dos filhos estava num período importante da vida, tipo provas de final de ano, vestibular, coisas do gênero, e nós acabávamos curtindo nossas férias pelas redondezas mesmo – a casa de Nogueira, depois a casa de Coqueiral… Houve o tempo em que almoçar fora para nós era arrumar uma bela mesa, com direito a flores e porcelana fina, e almoçar na varanda mesmo). Ficávamos tão felizes, que ao final das férias parecíamos ter feito uma viagem ao redor do mundo.

Tempo que passa, e não consegue apagar – felizmente não consegue – momentos preciosos que ficaram lá no passado, mas que teimam em aparecer de vez em quando na minha memória, me fazem refletir e aí eu “viajo na maionese”, e foi o que aconteceu no momento em que me deparei com esta cena em frente aos jardins do Palácio Real de Espanha. Os “soldados” da foto, talentosos rapazes, desafiam a gravidade e se colocam numa posição em plano tão inclinado que as pessoas, assistindo a cena ficam quase que esperando a hora do tombo.
Fiel simulação do cenário de guerra.

E não é isso o que acontece quando nós “guerreamos” com situações da nossa vida que nos tiram o ponto de equilíbrio e que nos deixam assustados, e ficamos, como os passantes espanhóis, à espera do tombo? E ao final, nada de ruim acontece?

Penso que sim, e penso com tanta sinceridade que quero deixar esta imagem para você, com a mensagem:

“Nem sempre uma guerra é guerra”.

Às vezes acertamos, outras vezes erramos, às vezes saímos do nosso ponto de equilíbrio e caímos de cara no chão, em outras ocasiões balançamos e não caímos.
E o mais importante das “guerras” que disputamos na vida – que lutemos sempre o bom combate e que as nossas armas sejam a Esperança, a Inteligência, e o Amor.

2 comentários

  • Marina disse:

    A crônica dessa semana ficou incrível. Adorei a reflexão que você fez quanto as consequências: nem sempre uma guerra é uma guerra. Nem sempre o que achamos que vai causar desastre causa desastre, e por isso devemos utilizar das nossas armas muito precisamente. Chegando ao pensamento de que não devemos tirar conclusões precipitadas e utilizar de nossas armas o amor, a inteligência e a esperança

    • Daisy disse:

      Marina Medeiros, é muito bacana ver uma jovem como você ler, entender e comentar. A maior parte das pessoas não se manifesta e é sempre muito bom, prazeroso e além de tudo, inspirador, ter comentários ao que escrevemos.
      Obrigada, beijo
      Daisy Lucas

Deixe um comentário!