A Árvore da Vida e sua Raiz

No domingo passado fez um ano que minha mãe partiu. Que saudade…

Incrível como só na perda se tem a exata percepção do tamanho do amor.

Quando estamos junto das pessoas que amamos o tempo não parece estar dando mensagem alguma. Quando elas partem, seja lá de que modo for, o terrível tempo mostra sua pior cara e martela nosso coração. Aí as mensagens são várias, desde aquela “a saudade dói”, até as que nos levam a nos perguntar “será que eu poderia ter sido melhor?”

A Vida me ensinou que uma das formas de enfrentar a saudade é o Agradecer. Seria bastante pretensioso de minha parte dizer que vencemos a saudade, acho que a saudade é invencível, inesgotável, pois que carrega em seu bojo uma das poucas coisas que ninguém pode roubar de alguém. Ah, isso mesmo, ninguém pode roubar as suas memórias. Memórias são a verdadeira posse real, são registros que só serão conhecidos por outras pessoas se você assim permitir.

Portanto, memória – boa, ou ruim, é coisa de se agradecer. As ruins a gente agradece pela oportunidade de aprendizado. Erra-se e aprende-se, e quem não aprender com erro não merece ter saudade, mas, mesmo assim, tem, porque nesse tema Saudade a democracia é plena. Plena de verdade. Todos têm memórias, portanto todos podem ter saudade. E para mim o enfrentamento necessariamente se inicia pela Gratidão.

Agradecer por ter tido a permissão de conviver com aquela pessoa, por ter podido oferecer-lhe amor, por ter aceitado receber aquele amor.

É exercitar essa palavra “Gratidão”, que é tão difícil de ouvir por aí. Um dia ainda vou inventar uma forma de medir quantas vezes esta palavra é pronunciada.

Enquanto isto, encontrei uma forma de “matar”…

Não, matar é forte, boas saudades não devem morrer; melhor dizer que encontrei uma forma de aproveitar a minha saudade para praticar a Gratidão por ter tido a dona Lina como Raiz, uma raiz que da qual eu vou cuidar até que eu mesma vire, apenas, Raiz.

5 comentários

  • Daisy disse:

    》Vania Lúcia >> É mesmo… Dá uma saudade de apertar o coração

    》Hiram Vidovichi >> É verdade minha querida!
    Entre os vários tipos de amor , eu penso que realizamos o que significa o amor incondicional quando a nossa mãe se vai …

    》Angela Cantarino >> E isso aí , Daisy, com certeza❤😘👏👏👏

    》Silvia Ramos >> É Daisy sinto também muita saudade da minha mãe. Elas nos dão muita força, mesmo não estando mais conosco. Só a lembrança já nos faz mais fortes. Bjs

    》Maria Alice Persini >> Cultivar boas lembranças…um bem para os privilegiados.

    • Adriana Medeiros disse:

      Que história fantástica a da Querida Vó Lina! Tenho saudades de tudo,dos almoços fartos, das risadas, das conversas sobre política e até das implicâncias… As lembranças confortam e nos fazem seguir adiante.Ela não era perfeita como nenhum de nós é, mas soube amar que pra mim é o que mais importa! Amar grande, generosamente é o que busco em meu viver… E perdoar… Aceitar as diferenças, as falhas, aprender, transigir. Assim tenho sobrevivido apesar das ausências… A do meu Pai a mais doída, que achei que não fosse aguentar e que até hoje me tira lágrimas. Ali eu cresci, me fiz forte. O que me salvou foi o grande Amor que ele me deu no nosso tempo de vida! Um amor que tem me sustentado, que me faz seguir e buscar sempre os melhores caminhos. Enquanto o reencontro não chega, aproveito vc minha Mãe Amada, tão brilhante em tudo que faz, especialmente em amar a mim e aos meus irmãos! Obrigada Meu Deus! Só a agradecer! ❤️🌹

  • Denise Oliveira Peon disse:

    Daisy,como sempre,amei seus “escritos” !Realmente,a saudade é terrível mas as “memórias “,confortam.Bj

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