FILHOS, FI-LOS SÃOS!

Fico eu, daqui do meu cantinho de mundo, observando, sentindo e anotando a eterna luta das mulheres por um tratamento mais justo, mais igual. E fico eu pensando, que parte da responsabilidade pelo machismo que acontece, é nossa, pais e mães.

Assunto já tão falado, mas que nunca adormece, está sempre vigente e presente, é a “Penélope” dos temas. Quando pensamos que algumas coisas relativas ao assunto estão resolvidas, como tratamento mais justo nas empresas, que seja baseado na competência e produtividade e não no sexo, nos deparamos com um fato que nos mostra o retrocesso.

Isso aconteceu na semana passada, em relato de pessoa amiga, e não vou entrar em maiores detalhes para não expor a amiga, que, aliás, saiu-se muitíssimo bem.

Mas quero pontuar que a luta pela igualdade não morreu, e nem pode, até que a tenhamos ampla, geral e irrestrita. Que em meio a tantos preconceitos, que devem ser atacados um a um, este seja lembrado, especialmente pelas pessoas que usam espaço de qualquer tipo de mídia.

Pensando bem, acho que minha ligação ao assunto é tão grande que percebo um texto subjacente nos meus livros, que é a importância de pai e mãe na vida das pessoas.

Tenho certeza e, como mãe, fiz disso, a minha missão principal, porque, muitas vezes, filhos são o desejo dos pais expresso em GENTE. Mas gente com letra maiúscula, gente que se importa como o outro, sem olhar sexo, cor, beleza, ou feiura.

Como escritora, procuro fixar meu principal personagem masculino na possibilidade de que homens podem (sempre podem) ser tão sensíveis quanto as mulheres são, mesmo que se sintam coagidos pelo social a falar grosso e a dar murros na mesa.

E não só as mulheres se beneficiam quando não esbarram no machismo

– Felizes os homens que conseguem isso; ficam mais reais para si mesmos.

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