Hoje é Dia de Rock, bebê

Eu vi, eu vi o Rock in Rio nascer em 85. Eu vi muita gente torcer o nariz, dizendo: “Festival de rock no Brasil? Vai dar certo não”.

Roberto Medina não ouviu e pegou Queen, Iron Maiden, James Taylor, e colocou no mesmo barro em Jacarepaguá. Choveu. Virou lama. E o que o brasileiro fez? Transformou lama em Woodstock tropical.

1 milhão e 400 mil pessoas cantando junto, o maior do mundo. No Rock in Rio, o palco tem 100 toneladas de LED importado, mas quem segura o evento é o menino que puxa cabo na chuva, é a tia do banheiro que organiza fila de 50 pessoas como se fosse fila de igreja no domingo. Internacional. O Rock in Rio é internacional porque é 100% brasileiro.

Eu vi coisas… eu vi o headbanger dividir guarda-chuva com a mãe evangélica que foi ver o Roberto Carlos. Só aqui o show atrasa 20 minutos porque o guitarrista parou pra tirar selfie com fã. Só aqui 100 mil pessoas cantam “We Are The Champions” com sotaque carioca e o Freddie Mercury chora, emocionado, lá de cima.

AGORA É NÓIS. De novo.

Hoje é Dia de Rock, bebê.