A Canoa Furada

Pensei, pensei…Pensei e pensei: falo sobre isso ou não falo?

Será que eu estou com preconceito contra as pessoas que se expressam de forma mais livre, menos culta?

Aí eu voltei, rebobinei, e resolvi que vou falar.

Vamos voltar no tempo… Na véspera do jogo de Brasil e Noruega, a gente viu o povo norueguês, não só nos estádios, mas também nas praças da Noruega, todos juntos, no comando do capitão da equipe, fazer o movimento de remar.

O que era aquilo?

Era uma demonstração que precisavam da união de todos para levar aquele barco adiante.

Aí eu fui ver como estava o Brasil na história, e vi o Brasil: um monte de gente sentada, acho que em Times Square, nos Estados Unidos, fazendo também um movimento.

Só que não era o movimento de remar junto.

Era o “créu”.

Gente, o que é isso?

Enquanto um povo mostra sua capacidade de, juntos, enfrentar um problema, aliás, de forma muito bonita, acessando os valores ancestrais, porque, quando eles faziam o ato de remar, estavam lembrando dos vikings, seus ancestrais…

E nós, brasileiros, só sabemos encarar dificuldade fazendo “créu”?

É isso?

Tem que repensar essa cultura.

Tem que consertar a “canoa”, porque essa está furada!