A Esperança é a última que morre
No meu jardim – varanda tenho carinho especial pelas flores. Este ano fiquei muito frustrada porque minha “flor de maio” não apareceu para o nosso encontro anual, logo ela, que quando aparece se destaca com suas flores vermelhas que têm um tom de vinho, o que as torna mais lindas.
E eu mantive os cuidados de sempre: reguei, adubei, conversei, e mostrei a ela como é importante no meu jardim – varanda.
Para minha surpresa, esta semana ela chegou, toda apressada, e pedindo desculpas pelo atraso; você deve estar querendo saber como é que uma flor pede desculpas e eu vou lhe contar: neste caso ela pediu desculpas apresentando o dobro das flores que costuma trazer nos primeiros dias. E eu, que não tinha perdido a esperança de vê-la carregada com suas lindas flores, fico pensando daqui como é importante nós mantermos a esperança.
Mas não é simplesmente manter a esperança de que as situações se resolvam, tendo os braços cruzados.
A Esperança gosta de ação, gosta de quem luta por ela.
Esperança não combina com passividade; quem quer ter esperança que vá à luta! Que regue, que adube, que converse, para conseguir resolver suas situações. Pode ser que assim, sua “flor de maio” nasça, mesmo que seja em setembro, porque a Esperança é a última que morre.


