A Fila dos “Velhinhos”
O número de eleitores no Brasil cresceu 14 % em relação às eleições de 2022, conforme divulgado em reportagens da Rádio Senado e dados do IBGE. Em 2026 temos 37,5 milhões de eleitores idosos aptos a votar (representando 23,6% do eleitorado nacional), mais da metade dos eleitores idosos têm entre 60 e 69 anos (com voto obrigatório para alfabetizados), enquanto a faixa acima de 70 anos possui voto facultativo, mas também nesta faixa se registra expansão na participação.
Certamente, apesar de não conhecer a série histórica de crescimento, esse número tão significativo nos leva a uma reflexão sobre o que teria causado tal fenômeno. Podemos ver algumas razões: A consciência de que as pessoas estão vivendo mais tempo, a percepção de que temos um papel a desempenhar na história do nosso país, ou a insatisfação geral com o que se apresenta hoje no Brasil em termos de eleição.

Não sei das razões individuais, não tenho bola de Cristal. Mas sei que a insatisfação é geral com a falta de credibilidade no que se lê e no que se vê. Não sabemos mais o que é verdade e o que é fake, temos que ficar fazendo pesquisa, diante de tantas inverdades. Sentimos vergonha alheia da molecagem que fica criando factoides e mentiras para amealhar votos.
Apesar disso, temos que fazer cara de paisagem e fingir que não estamos entendendo, porque – ao contrário de quem inventa os fake, nós que temos consciência e responsabilidade, não admitimos afirmações sem provas, e aí surge àquela velha questão: nós sabemos que o desonesto se livra de tudo que pode se constituir em prova contra ele…. Assim, fica o dito pelo não dito até que se “prove” o contrário…
Enquanto isto, vamos botar o “Bloco dos Idosos” na rua, vamos aumentar a fila dos idosos. Vamos provar a nós mesmos o nosso poder.


