Barbie Autista
Em novembro, em Munich, fui ao Museu da Barbie, confesso que sem muita vontade. Para mim até então, a bonequinha era símbolo de consumismo daqueles mais preocupantes, primeiro porque voltado para meninas – potencial educadoras de outras crianças no futuro, e também porque a os lançamentos tinham a característica-mor do consumismo, lançamentos frequentes precedidos de ampla campanha para, no meu entender da época, aumentar o apetite do consumo nas meninas.
Eu tinha uma prevenção tão grande contra a Barbie, que nem me dei ao trabalho de ver o filme.
Mas o Museu, amigos, me fez mudar de opinião totalmente. Não tenho certeza se o projeto Barbie em seu início tinha a profundidade que vejo hoje, embora sua autora dissesse que sim, e por que eu digo isto? Porque o modelito magrinho, estilo modelo de passarela só mudou no início dos anos 90, em que o “body shape” foi muito criticado e caracterizado como “irreal”, mas de qualquer forma, a mudança escancarou o mundo dos sonhos das meninas que, se antes só brincavam com bonecas vestidinhas estilo mães e donas de casa, na Barbie dos anos 90 as bonecas projetavam sonhos muito diferenciados e ousados. A menina agora já podia se ver como piloto de provas, servindo nas Forças Armadas, e em tudo quanto é função conhecida no mercado de trabalho.
Neste mês, foi lançada a Barbie autista… Inclusão de verdade. Valeu eu ter ido ao tal museu.


