De truques & truques

PaixaoDilmaCachorroNão sou nenhuma garotinha, eu sei disso (e como sei). Assumo as minhas rugas e os meus outonos, muitas coisas a vida me fez entender, outras não entendo até hoje.

Dentre estas, destaco a capacidade que algumas pessoas têm de repetir histórias como se o ineditismo fosse sua característica principal. Não, não pense que estou falando só de política, em que os caras de pau afirmam mentiras com que engambelam multidões, são desmascarados e continuam insistindo nas mesmas atitudes, nos mesmos absurdos, mesmo quando a realidade cai feito chumbo e chove verdade por tudo quanto é lado, e não tem guarda-chuva que os proteja.

Vejo outras pessoas que também fazem absurdos, procuram com lupa qualquer oportunidade para levar vantagem em alguma coisa, mas na hora da crítica são implacáveis e saem dando “bengaladas” no alvo da vez.

É… Foi lançada a moda do “é errado, mas tudo mundo faz, né?”

Não sou dona da verdade, mas tenho que registrar a expressão do mais sincero espanto diante das espantosas afirmativas que venho lendo nos jornais. Uma presidente com 71% de rejeição, que teve suas promessas de campanha derrubadas uma a uma em menos de seis meses de mandato, e diz que vai “repudiar vale-tudo contra quaisquer governos” — página da ASMETRO de hoje. E o vale-tudo que nos impuseram, quem repudia?

A cidadã ainda tem a pachorra de pedir união nacional. E eu pergunto: União em torno do quê? Solidariedade aos que roubaram, aos que iludiram?

Impossível. Não acredito que uma só pessoa que tenha um mínimo de sensibilidade e inteligência possa defender uma situação como a que vemos agora. Por favor, nós temos filhos, sobrinhos, netos, amigos, conhecidos, compatriotas, um povo inteiro, este sim, a quem devemos solidariedade, porque a conta está sendo paga é por nós mesmos. “Eles” fazem a bagunça e o povo limpa — com seu suor, com seu sacrifício. E depois de tanta roubalheira, ainda se dizem chocados, olha só… CHOCADOS. E prontos para aguentar pressão. Dá vontade até de rir, mas não, não se pode rir do que é pra chorar.

E aí, lembro o grande poeta, CDA, que no poema “Anedota Búlgara” retratou com todo o seu talento o assombro diante de absurdos como o que vivemos agora:

 

“Era uma vez um czar naturalista
que caçava homens.
Quando lhe disseram que também se caçam borboletas e andorinhas,
ficou muito espantado
e achou uma barbaridade.”

 

Isso mesmo. Fazem e desfazem, criam despesas a mais não poder, recebem dinheiro sujo para lavar e depois a sujeira vai parar nos nossos bolsos, e não tem OMO que tire essas manchas.

Gostaria, ah! como gostaria, de ver estas pessoas se retratarem e aí sim, fazerem novas alianças que não fossem espúrias, em benefício, real benefício do povo e do país, que perde credibilidade internacional e  se desmoraliza mais e mais a cada dia.

Como gostaria de ver nossos políticos e governantes aprenderem o “truque’ da decência, da verdade, da lealdade ao país.

Mas… Isso é pura utopia, eu sei: “Cachorro velho não aprende truque novo”.

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