Dia dos Mortos? Nada disso!

Confesso, caros amigos, que mudei radicalmente minha visão desta data – o dia 2 de novembro.

Para mim até um tempo atrás era um dia de lamentos. O pensamento corria por esta linha: “os que perdi, a falta que me faziam, como seria se ainda estivessem aqui”, e a pergunta com relação aos que partiram cedo era sempre …”PORQUÊ, meu Deus, por quê? “

Hoje, depois que adotei com absoluta sinceridade as ideias messiânicas, minha reflexão corre por outras bandas. E, como não me convenço com muita facilidade, preciso de consistência na informação para crer, danei a pesquisar.

Encontrei definições para o conceito e o papel do DNA em vários textos e teses, etc, e todos dizendo a mesma coisa em palavras diferentes. Trocando em miúdos, o tal do ADN – Acido Desoxirribonucleico, que em português, tendo as palavras outra ordem, ficou DNA.

O DNA é, portanto, um composto orgânico que contém as informações e instruções genéticas responsáveis por coordenar o funcionamento de todos os seres vivos e de até alguns vírus.

UAU! Que reponsa…

Nessa altura do meu campeonato, e após a leitura de alguns textos messiânicos, meu pensamento voou.

“Peraí… Se nós temos um DNA físico que determina uma série de características físicas e se hoje a própria Ciência admite que o ser humano é um conjunto holístico, ou seja que existem variáveis no comportamento e na saúde que não tem apenas origem fisiológica, quem pode garantir que não temos também um DNA espiritual. Ah, meu amigos, aí é que a porca torce o rabo, porque cor de olhos a gente vê, altura, beleza, tipos de nariz, tudo isto é observável a olho nu.

Mas quem vê alma?

Alma a gente não vê, tem até quem acredite que o ser humano é apenas um monte de ossos vestidos de carne sem nenhuma “vestimenta”energética. Só que eu acredito que o ser humano é muito, muito mais do que um monte de carne.

E nesse caso, a “vestimenta” espiritual tem lá uns botõezinhos que são as marcas feitas pelos nossos antepassados, e isso aí seria o nosso DNA espiritual.

Preciso lhes dizer que esta convicção traz uma enorme responsabilidade da qual vou ressaltar apenas dois pontos: o primeiro é que eu não quero que minha caminhada espiritual seja cravada de espinhos. A segunda é que tenho a responsabilidade de deixar aos meus descendentes um DNA bacana.

Sendo assim, não me resta alternativa a não ser cuidar. Cuidar da caminhada espiritual dos que foram antes e que hoje (eu creio nisso), vivem em outro plano. Cuidar como? Com pensamentos de que tenham Paz e muitas preces para que alcancem elevação espiritual.

Quanto à herança que quero deixar para os meus, farei tudo o que puder para cultivar-lhes um caminho limpo de máculas e se conseguir, cheio de flores – perfumadas flores.

No mais, é agradecer por ter tido na minha vida o empréstimo maravilhoso de conviver com pessoas que se foram, mas que plantaram rosas, lindas e perfumadas rosas, no meu coração.

VIVA A VIDA!

3 comentários

  • Vânia disse:

    Gosto muito de vc amiga, mas acreditar nesse DNA espiritual é quase impossível para mim.
    Penso que é poético.
    Bj Ko

    • Daisy disse:

      Oi, Vania.

      Esta é a beleza e a grandiosidade do ser humano – podemos nos manter amigos e próximos uns dos outros, e também manter o respeito à diversidade de pensamento e de crenças. Acho que é por isto que nossa amizade atravessa tantos anos. Bj

  • Daisy disse:

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    Moysés Diskin disse: DNA espiritual não temos, são combinações proteicas, mas este DNA pode ter uma conexão com o transcende, imaterial , não pensável ! Pode ter! E este não sabido e não pensável, continua! Será uma esperança tola ?? Talvez queiramos imortalizar nossos entes queridos e a nós mesmos, por amor a vida ! O amor seria esta conexão??

    >>>>> Daisy Lucas disse: Muito bom o seu comentário, Moysés. Eu falo da a conexão com o não-pensável. É bom pensar fora da caixinha, não é?
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    Adriana Medeiros disse: Lindo Mãe!
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    Maria Alice Castro Percini disse: Amei seu texto…veio acompanhado de muito conforto!

    >>>>> Daisy Lucas disse: Oi, amiga tão querida. Muito bom saber disto. Saudade. Bj
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    Ana Lúcia Cardozo Gostei muito do seu texto. Penso muito parecido com vc..Bjo
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