Nana, neném…

“Nosso mais jovem refém”: jihadistas sírios apontam armas para um bebê cristão.  

“Nosso mais jovem refém”: jihadistas sírios apontam armas para um bebê cristão.

O que se pode fazer diante de uma imagem como esta? Chorar?

É pouco.

Ficar horrorizada? De que adianta?

Não sou saudosista, e já fui mais ingênua. Não vou dizer que “antigamente não era assim”, sei que os horrores da guerra sempre estiveram e estarão por aí, espíritos do mal disfarçados de poder, em discursos de “sou injustiçado”, e “nós somos os justiceiros do Divino”. Mas, peraí… Uma foto como esta envergonha a raça humana.

Não vou dizer que sede de vingança desse tipo cega o homem. Não… ao contrário, a sede de vingança ilumina para a sombra, abre o olhar para a perversidade e faz do ser humano o mais desprezível de todas as espécies animais, tornando quase impossível o exercício do perdão. Não há como perdoar, não há como esquecer o olhar dessa criança.

Também há pouco o que falar, prefiro convidar a que contemplem. Sim, que contemplem. Porém, que contemplem no sentido da palavra que leva à reflexão, que leva ao pensamento profundo, que leva à suposição. Que nos remeta a outro pensamento como “não será algo semelhante que ocorre nas comunidades brasileiras, onde as crianças crescem ao som do rugido das metralhadoras”? E o que eu estou fazendo, ou posso fazer, para modificar isso?

A palavra contemplar tem outro sentido, nós sabemos… Fulano foi contemplado com um prêmio… Será este o prêmio que algumas crianças recebem, apenas por pertencer a este ou aquele povo, ou por ter nascido nesta ou naquela comunidade, ou classe social?

Será que existe alguma possível razão para que o acalanto dessas crianças seja tão cruel?

Olhem a foto. Pensem.

 

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