Perdeu, Playboy

picdaisÉ, a Playboy fez história… Em 1953, Hugh Hefner, que trabalhava para a Children`s Activities, resolveu fundar uma revista masculina, pois, em suas palavras, “As revistas masculinas falam de tudo, menos de mulher”.

Ora, ele serviu o exército e observou o sucesso que as pin up girls faziam entre as tropas. Sacou um nicho de mercado e, visionário, entre empréstimos e penhores levantou 8 mil dólares com os quais lançou, como ele mesmo afirmou, uma revista sofisticada, que tinha como alvo a geração pós-guerra.

Pois bem, segundo um amigo meu que é sociólogo e americano, a revista ficou tão importante que praticamente passou a fazer parte do ritual de passagem dos meninos nos Estados Unidos: “Tinha que ler a Playboy pra mostrar que estava virando macho!” Acho que Frank (o meu amigo) força a barra um pouquinho, mas… vai saber.

Por aqui, a Playboy começou com o título A Revista do Homem, porque Playboy, segundo o ministro da Justiça da época, “nem pensar”.

Bom, reza a lenda que desde 1970 o Grupo Abril mexia os seus pauzinhos para publicar a revista, sem conseguir. Tenebrosos tempos aqueles; era censura pra todo lado e pra qualquer coisa, até para receita de bolo… Nem a revista escapou de usar um codinome para poder existir.

Afinal, em 1975 saiu a Revista do Homem e somente em 1978 conseguiu assumir sua verdadeira identidade: Playboy.

Não me admirei quando li que a revista Playboy estaria retirando o nu de sua pauta. Precisava anunciar com trombetas? Por que não fazer a mudança de mansinho, já que dizem eles, os porta-vozes, que a revista teve papel importante em causas americanas, como a dos direitos dos negros, tendo aberto espaço para vozes como Martin Luther, Malcolm X, Miles Davis?

Acho até que demoraram a perceber que hoje a internet apresenta, de graça e sem precisar ir ao jornaleiro, o material que eles oferecem nessa revista que em 1975 chegou a alcançar a marca de 5 milhões, e hoje não vende mais que 800 mil nos Estados Unidos.

Mas o criador, embora tenha repassado direitos, fez acordos com o Grupo, e mantém suas benesses e poder. O contrato é de 1 milhão de dólares anuais, e preserva o direito ao controle editorial da revista. É renovado a cada cinco anos e garante a Hefner poder viver na mansão Playboy mesmo que deixe a empresa.

Hefner, que jamais conheceu pessoalmente Marilyn Monroe, é um homem agradecido. E ele, que aos 89 anos ainda vive cercado de “coelhinhas”, com direito a reality show e tudo mais, como prova de gratidão a Marilyn por ter garantido com sua foto o sucesso de mercado que foi o lançamento da revista, comprou o jazigo ao lado dela no Westwood Village Memorial Park Cemetery, em Los Angeles.

O safadinho quer garantir boa companhia de qualquer jeito… Até… LÁ!

 

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