Silêncio e o Barulho do Mundo
Certa vez eu fiz um Retiro em que tínhamos de passar doze horas em absoluto silêncio. E foi tão interessante quando, ao final das doze horas pudemos, afinal, dizer qual teria sido nosso sentimento.
Surpreendentemente notamos que as percepções haviam sido absurdamente divergentes. Houve quem tivesse tido uma sensação libertadora, outros sentiram-se aprisionados, alguns se sentiram praticando o desapego, certeza de si mesmo, convicção das próprias crenças, e outros ainda, relataram que o silêncio permitiu que embarcassem num mergulho em si mesmos, profundamente conectados com sua alma.
De minha parte, eu realizei o pensamento que existem momentos certos para calarmos, ou para expor nosso sentimento, nossas ideias. Entrando em contato com meus pensamentos e emoções, sem a obrigação de me dirigir a mais ninguém a não ser a mim mesma, pude experimentar a paz absoluta, como nunca antes.
E consegui descobrir uma força que – eu não sabia, habitava meu peito e iluminava minha alma. Aí eu tive certeza que no silêncio pode estar o maior barulho do mundo.


