Valeu, Prefeito!

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou Projeto criando o Dia da Cegonha Reborn.

Bom, Reborn, nessa altura do campeonato, todo mundo já sabe o que é.

E cegonha Reborn? São as “parteiras” de reborn, sim, as pessoas que fabricam os tais bebês (tem gente dando-lhes função de humanos).

Eu até entendo o codinome, cegonha é aquele ser que as crianças acreditam que trazem bebês ao mundo. Só que apenas crianças na mais tenra idade acreditam na tal Cegonha, passou dos 7 anos (e até antes) já ficam sabendo que é papo furado.

Agora, vem alguns representantes do povo, no Rio de Janeiro, sugerir um dia especial para as tais ‘cegonhas”. Ora, meus queridos vereadores… será que não tem coisa mais importante para propor? Poderiam, por exemplo, propor o Dia Nacional da Adoção.

E não me venham perguntar por que… Porque?

Ah, porque tem um monte, melhor dizendo uma montanha de crianças que não são de plástico, não foram fabricadas pela criatividade de artesãos. Foram, sim, “fabricadas’ ou pela irresponsabilidade ou pela tragédia.

Será que quem propôs esse Projeto não pode assumir o hábito de pensar, descobrir as necessidades do povo que representa, ir lá na ‘barriga da miséria”, para verificar quantos nasceram nos últimos tempos e vivem largados pelos cantos obscuros ou pelas ruas da cidade?

Aí vem o Prefeito Eduardo Paz e “pacifica” vetando o tal absurdo, mas na maior diplomacia: “Com todo respeito, mas não dá!”. Depois disso, a Câmara caiu na real e manteve o veto.

Valeu, Prefeito.