ALÔ, ALÔ, INFINITO!

Nosso amor foi Sinfonia que o Universo compôs;

Ao som de piano e flauta era o Amor de nós dois.

Em sustenido, bemóis, crescendo igual tempestade,

Adquiriu majestade e durou por muitos sóis.

Nem sempre cantado em allegro (muitas vezes foi sonata),

Esse Amor que eu nunca nego extravasou, qual cascata,

Foi fechando um nó cego que um dia quase me mata,

E hoje ainda o carrego: água – viva, não desata,

E agora sinto – sensata, foi Amor mais que bonito,

Tenho lembrança exata, mesmo estando no Infinito.

Do Infinito me envia mensagem celestial,

Que não cabe em livro algum, nem em anúncio de jornal,

Pois que escrita em meu peito, igual Amor sem igual.

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