Dê Voz ao seu Coração!

Falar ainda do Covid, Corona? Com o volume de informação que temos através das trocentas mídias que podemos acessar, impossível falar alguma coisa sem repetir o que está sendo dito por aí. Depois que o celular virou artigo de bolso de gregos e troianos, além, naturalmente, de estar na mão de todo mundo, só ignora o que está acontecendo quem faz questão de fechar os olhos para a vida. Portanto, falar sobre o Corona Covid nem pensar.

Bora falar sobre GENTE.

Diante desse viruzinho sem vergonha que se transmite no aperto de mão, no pegar o celular do amigo, do pai, do filho, no encostar em maçaneta contaminada, observo três comportamentos se manifestando. O primeiro, de descrédito “Não, não é possível, estão exagerando… Logo após, a corrida pela informação e aí é que a porca torce o rabo (ih, se você tem menos que quarenta não vai entender esta expressão…, mas já que estão em casa mesmo, pergunte ao pai, ao irmão mais velho, sei lá, pergunte a alguém com mais de quarenta).

Pois é, o movimento seguinte pode ser de três tipos: ou ocorre a histeria coletiva, e a pessoa evita até estar em área ensolarada para evitar contato com a própria sombra, ou se mantém na atitude de descrédito, e vira um inconsequente espalhando vírus nos bares da vida, ou dá uma de gente que sabe ser gente: se informa, se acalma, e estabelece parâmetros e estratégias para lidar com o problema.

O grande problema, entretanto, é lidar com um NOVO problema, e desse porte.

Quando a situação é conhecida, pode-se repetir história, pedir uma cola aos que nos precederam, voltar a estudar para ver como as gerações anteriores se comportaram diante do problema. Só que somos uma geração tão, mas tão diferente das anteriores, temos tantos milhões de recursos além dos que o povo de antes podia utilizar, que nem podemos copiar ou imitar comportamentos e atitudes de episódios de pandemias anteriores.

Nós temos que inventar nossas próprias estratégias e escrever nossa própria História. Mas podemos sim, nos valer de atitudes humanas relevantes. Podemos ser responsáveis com o outro, evitando ser multiplicador, podemos ser solidários, lembrando que existem pessoas que não sabem ou não conseguem lidar com um problema desse tipo, a quem uma palavra amiga, um zap – não aqueles repetitivos, mas qualquer mensagem que tenha saído do seu coração, isso sim, vai acalmar e vai mostrar ao outro que você está ali para apoiar com sua atenção e sua solidariedade.

Às vezes recebo mais de cinquenta vezes a mesma mensagem – outro dia me dei ao desfrute de contar (ih, já que estão em casa mesmo pergunta aí outra vez que expressão é esta, jovem). Chega de ficar repetindo mensagem e mais mensagem – mensagem igual, não foi você quem escreveu, não foi você quem pensou, quem dedicou um tempinho seu para dizer a alguém que se importam com o seu bem estar…

Escreva alguma coisa, qualquer coisa, “Oi, como vai, o que tem feito, dormiu bem, o que vai fazer hoje…” Existe tanto que pode ser dito, além de ficar repetindo frases… Dê voz ao seu coração, você vai até gostar, tá ligado? (Ih, agora você é que tem que perguntar ao mais jovem, mas já que estão em casa mesmo…).

Enfim, que tal aproveitar o isolamento para dar nova cor à nossa vida, para
reencontrarmos a nós mesmos e a quem estiver à nossa volta?

Sim, isso para que possamos, no futuro, pensar assim: pelo menos serviu para alguma coisa essa droga desse vírus.

2 Comments

  • Denise Oliveira Peon disse:

    Vamos aproveitar este momento de grande preocupação,para refletirmos muitas e muitas questões sobre a Vida,o Outro, a Fé em Deus !SAÚDE e PAZ !!!!

  • ostiore disse:

    Eurídice Perdigão >> Bom dia querida!
    Como vc está?
    Acabei de ler o seu post sobre esse viruzinho filho da mãe. Como é bom ler os seus posts cheio de inteligência, humor e sensibilidade.
    Obrigada!
    Me sinto privilegiada por te conhecer pessoalmente.
    Presente de Deus e Meishu Sama pra mim.
    Gratidão amiga!!!❤🙏🏻

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