Minutos de Silêncio

Não, ninguém morreu, eu é que lanço mão da palavra silêncio sem a conotação ruim que lhe conferiram ao inventar que se homenageia os mortos com 1 minuto de silêncio.

Para mim, ao contrário, aos mortos se deve a homenagem do falatório alegre, que caracteriza o contar das histórias que devem ser lembradas, e que, é claro, a pessoa homenageada ou seja, a que ali jaz, é protagonista. Quando mais interessante for a memória de quem se vai, no meu entender menor deve ser o silêncio.

Enfim… os minutos de silêncio, título da crônica de hoje, tem outra conotação.

Ando assustada com o que me dizem algumas pessoas: “A primeira coisa eu faço quando acordo é olhar meu celular”.

Tá. Então quero lhe contar sobre os primeiros minutos do meu dia, e lhes dizer da minha convicção e experiência de que os primeiros quatro ou cinco minutos do meu acordar definem como será o meu dia.

Sem pressa, antes de me levantar da cama faço cinco respirações – inspirações profundas, ampliando diariamente a capacidade da minha já tão usada caixa torácica, e solto o ar pela boca – expirações demoradas, prazerosas, imaginando que tudo de ruim que possivelmente aconteceria comigo está sendo colocado para fora junto com o ar que não me serve mais.

Depois, uma prece, não daquelas decoradas, é mais uma declaração de amor à Vida, e também é o momento em que defino uma missão para mim naquele dia.

Faço depois meu alongamento – mais uns minutinhos de silêncio, e aí sim, me levanto para cumprimentar. Cumprimentar o quem? – pode estar perguntando os que sabem que vivo sozinha.

Tudo bem, eu respondo: – Cumprimentar a Vida, as árvores que vejo da janela, encher meu Lar de luz com um sonoro “BOM DIA!”

E… Acreditem, minhas flores às vezes até me respondem com suas cores luminosas e sua beleza. Olha, dá uma olhadinha atenta nas flores que postei aqui… pode ser que elas te cumprimentem também!