2020 – O Ano que Não Existiu

Zuenir Ventura escreveu em romance memorável que o ano de 1968 não havia terminado. Definiu magistralmente um tempo que marcaria definitivamente pessoas, instituições e os destinos de nosso país.

Agora, diante de um 2021 que está chegando ao mês de dezembro, me dou conta que o ano de 2020 não só não terminou, como também não existiu.

Não terminou porque a pandemia continua seu destino macabro, embora já exista algum controle por parte da ciência. Também me arrisco a dizer que não existiu, porque planos e mais planos foram solapados, abandonados, esquecidos, no turbilhão das dificuldades que vieram no rastro da pandemia.

Tenho observado que a maioria desses planos foi descartada. Entretanto, cabe a cada um de nós cavar no fundo de nossas almas até encontrar algo de “aproveitável” nesse tempo. Ouso dizer que este algo só pode mesmo estar no campo das relações, não só interpessoais como intrapessoal. Isso mesmo, um tempo que, se não promoveu o crescimento aparente, que ao menos tenha servido para o nosso “crescimento” interior, que estejamos mais lúcidos e mais conhecedores do nosso desejo e das nossas capacidades.

É o que temos para o momento… espero que você se perceba maior do que era antes.

#cautela ainda é necessária, observe Europa

1 Comment

  • Daisy disse:

    Raquel Rodrigues
    >> Impactante porque descreve verdadeiramente o momento e esperançoso porque nos estimula à reflexão e encoraja!

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