Black Friday

Eu tenho o péssimo hábito, segundo alguns, de ficar matutando nas coisas (para quem não sabe o que é “matutar”, lembro que na linguagem cabocla significa ficar a refletir, pensar).

Pois bem: que tal de Black Friday é essa? Por que este nome? E, o mais importante: essa tal de Black Friday é pra valer?

Vejamos: como todos sabemos, a expressão, em Inglês, quer dizer “Sexta feira Negra”.

E por que sexta feira? Negra?

Fui pesquisar, não vou ficar pensando sem sair do lugar porque pensamentos desse tipo não levam a lugar nenhum, né?

Encontrei a primeira referência: o linguista Benjamin Zimmer, editor do site Vocabulary.com, diz que o adjetivo negro foi usado durante séculos para designar diferentes tipos de calamidades.

Ih, pra mim já começou mal… Olha o preconceito aí…

Mas por que “calamidade”, se o termo nos sugere que neste dia acontece uma boa oportunidade – para o comércio, para os fregueses, para todos?

Podia chamar-se Good Friday para os estrangeiros, para nós brasileiros, Liquisexta, sei lá… algum nome que fizesse mais sentido e que não tivesse conotação com nenhuma cor.

Ou, se tivesse conotação com cores, deveria ser com o vermelho, porque, afinal, se os comerciantes baixam seus preços ao ponto de causar brigas entre seus clientes é para sair do vermelho… E as finanças voltam ao azul. Mas …negra?

Gente, só sei que não sei.

O que eu sei é que, quem mergulhou de cabeça na Black Friday, sem dar uma olhadinha nos preços da semana anterior, pode muito bem ter caído numa BLACK FRAUDE!

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