Crise & Oportunidade

Admito que foi necessário respirar fundo para encontrar alguma coisa boa nessa grande crise que o mundo vive agora.

Mas eu já disse aqui: além de ser uma otimista, vivo em estado de Gratidão. Gratidão por tanta coisa: pela vida, pelos meus amores, pelos meus amigos, e por ter a sua atenção, leitores.

Enfim, foi com esforço que consegui encontrar um lado B para essa história que só nos mostra o seu lado A – de amargo.

Para quem não sabe, a palavra crise em alguns idiomas asiáticos é composta por dois ideogramas: o que simboliza “ameaça” e a seguir, o que simboliza “oportunidade”. Assim, crise seria “uma ameaça que carrega em seu bojo uma oportunidade”.

Acho que é reconfortante esta ideia. E inspiradora.

Quantas vezes, diante de uma dificuldade eu fui obrigada a sacar uma solução criativa para superar a crise. Tenho quase certeza que também já lhe aconteceu isso.

Mas, neste episódio atual, com tantas mortes e com o nível de incerteza tão alto, descobrir algo de menos pior é procurar agulha no palheiro (olhaí, juventude, essa eu tirei do baú, pergunte à vovó ou ao vovô porque faz tempo não ouço falar esta expressão).

Acreditem, encontrei umas agulhinhas no palheiro pandêmico – bem singelas, em comparação à enorme perda que a humanidade vem padecendo desde janeiro de 2020. Mas, se queremos enxergar estrelas temos que olhar para o alto, não é?

Na Alemanha empresas alheias ao setor de produtos medicinais estão fabricando desinfetantes para as mãos, que são relativamente fáceis de fabricar – várias empresas, como Basf adaptaram rapidamente sua linha de produção e estão repassando o produto aos hospitais… Companhias têxteis também estão produzindo máscaras faciais, como a Mey, uma fabricante de roupas íntimas do estado de Baden-Württemberg, e a Trigema, uma empresa de roupas esportivas e de lazer…

Do dia para noite, uma montadora de automóveis pode passar a produzir aparelhos de respiração artificial? Sim, em meio à pandemia do novo Corona vírus, grandes companhias, como Ford e 3M, vêm anunciando respostas à crise. O SENAI formou uma rede voluntária, incluindo não apenas o setor automotivo, mas também outros setores, para fazer a manutenção de respiradores em todo o país. Além de fazer a manutenção, o SENAI treinou funcionários das empresas parceiras

Existem pontos de manutenção gratuita nos seguintes estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e São Paulo, os endereços podem ser acessados no Portal da Indústria.

A Arezzo & Co mobilizou fabricantes de tecidos para a produção de máscaras e aventais de proteção e doou o material no Vale dos Sinos, Rio Grande do Sul.

Enfim, algumas fábricas doaram material, outras alocaram mão de obra e ainda outras emprestaram maquinário no esforço de produção.

A capacidade de adaptação e de criatividade de alguns setores da indústria é muito promissora. Sabe-se lá? Depois que a Pandemia acabar, talvez possamos ser autossuficientes em EPI, material de Proteção Individual, e não vamos ter que ficar mendigando para comprar de outro país…

Muitas outras empresas participaram dessa Campanha para o enfrentamento do vírus. Para mim, esse assunto é tão estimulante que deveria ter sido muito mais divulgado, para que pudesse despertar nas pessoas o desejo de também identificar que oportunidades estariam disponíveis para elas nessa crise, mas não vi a repercussão que a iniciativa merece.

E eu aproveito para lhe perguntar: Você encontrou nesta crise alguma oportunidade a nível pessoal? Ah, se tiver encontrado compartilhe aqui conosco, você pode inspirar alguém, você pode com seu relato jogar um ar refrescante nas nossas vidas tão cheias de notícias tristes e negativas.

# Viva a vida sem medo, mas cuidando-se.
# Usar máscara é fundamental; lavar as mãos também.

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