Mar do Caribe

Ando eu observando alguns fatos ao redor, vivendo outros. Vivendo alguns inevitáveis, outros completamente evitáveis. Enfim, observando ou vivendo, vou aprendendo. Sou daquelas que acredita que, quem estiver disponível, aprende até o último suspiro.

Para mim, o aprendizado incorpora o conceito “comparação”. Comparar é próprio do interagir na vida. Há os que pregam e promovem a harmonia, há os que não conseguem incorporar o discurso da paz em suas atitudes. E o discurso só se realiza na relação com o mundo, no sorriso do outro.

Afinal, não se vê o próprio sorriso, não se vê as próprias lágrimas correrem, mas sente-se. E, paradoxalmente, só ficamos com a prova da lágrima… porque nos molha o rosto; o sorriso se perde no tempo, no espaço do não-visto. Por essa razão, precisamos estar renovando as ocasiões que provoquem o sorriso em nossa face.

E, cada vez mais, constato que VIVER não é navegar em mar do Caribe, é coisa para quem aprende a nadar. Nadar em águas calmas, mas também em mares revoltos, revoltos como estão os nossos mares nos dias atuais. Que, pelo menos em nosso sentimento, possamos “navegar em mares de Caribe”.

Espero que, em algum momento, a correnteza fique mais branda, e possamos todos aproveitar o show que a Natureza nos oferece. Aos que não conseguirem e preferirem estar no tempo e no espaço do mar tenebroso, no tempo da discórdia, que lembrem de portar seus salva-vidas para terem um mínimo de satisfação e bom viver. Aos que conseguirem, aproveitem, façam boa viagem, afinal, a Vida é preciosa, e pode ser uma viagem maravilhosa.

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