Múltiplos Únicos – Uma Lição de Vida

Não conhecia o trabalho de Norma Grinberg até comparecer à sua exposição “Múltiplos Únicos”.

Exposições que utilizam peças de cerâmica utilizando outras plataformas que não a concretude de formas, como quadros, por exemplo, não são inéditas, mas desta vez fiquei impressionada com a facilidade que Norma conseguiu estabelecer relação entre o plano – parede, e o volume autônomo – peças flutuantes.

Como ceramista e escultora conheço razoavelmente bem o que se pode fazer com o barro. Estamos habituados a ver as peças com vida própria – utilitários, imagens, ou seja, a mensagem nos vem clara, sem que se precise interpretá-la.

No trabalho de Norma, entretanto, o visitante pode liberar sua sensibilidade, sua imaginação e construir percursos, olhar cada objeto em si mesmo, ou agrupá-lo, atribuindo-lhe novos significados.

Como diz a própria apresentação da exposição, “Quiçá, mediante o encontro com a obra de Norma Grinberg seja possível perceber que a partir da soma de pequenos elementos- pequenas forças – pode surgir um conjunto, algo maior, coletivo, que transcenda a condição individual.”

Esta é a grande lição que podemos apreender na exposição “Múltiplos Únicos”: nós, indivíduos, e a nossa infinita possibilidade de sermos múltiplos, através da co- participação, da solidariedade, do trabalho conjunto.

Mais que uma apresentação de obra de arte, uma lição de vida. Parabéns, Norma Grinberg.

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