Raridade

Olhando esta flor de cactos fiquei emocionada. Não sabendo seu nome, sua espécie, praticamente sabendo coisa alguma sobre essa linda mostra de como a Natureza é pródiga e generosa, fiquei pensando: uma lindeza como esta é pauta para o Divino, não é coisa pequena.

Claro que fui me informar sobre a flor.

Ah, descobri o nome – essa flor é uma Rosa do Deserto, e eu nem sabia que existem rosas em desertos.

Sua espécie? Adenium Obesum, e pertence à família Apocynaceae. Geralmente essas rosas são nativas Da região do Sahel, ao sul do Saara ou da África tropical e oriental. Também pode ser encontrada na Arábia.

Existem muitos tipos de rosa do deserto. As altas podem alcançar até 4 m de altura. Suas flores são deslumbrantes e por serem flores originárias do clima desértico também podem ser cultivadas em países de clima tropical. Mas, como é uma flor altamente apreciada e relativamente rara, tem colecionadores espalhados por todo o mundo. Em países frios são cultivadas em estufas que não podem ter temperatura inferior a 14 graus.

É impressionante de se observar como um caule tão desenvolvido, grosso e áspero pode apresentar uma flor assim delicada e frágil.

Claro, na origem, o caule precisa ser forte para aguentar os fortes ventos do deserto e acumular água. Os tons das flores são estupendos – difícil de se encontrar em outras espécies. Especialmente os tons vinho escuro, lilás e vermelho são característicos da rara rosa do deserto.

Seu preço é alto no mercado mundial de flores, não apenas por ser rara mas também por sua vida ser tão curta.

Existem algumas lendas ligadas à rosa do deserto. A mais famosa diz que o desabrochar num terreno árido é um sinal de Deus para os que se perdem no deserto, uma confirmação que mesmo nos locais mais inesperados e nas situações mais imprevistas Deus está por perto.

E, como disse um dia um Poetinha, uma rosa não é só uma flor, uma rosa é uma rosa, é uma rosa, é mulher rescendendo de amor.

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