Ressaca

Não sei se acontece com você, mas quando acaba o tempo dessas Festas – ai, que tanta festa – eu fico meio de ressaca.

Ressaca do tanto que bebi (mesmo que não tenha bebido tanto), do tanto que comi (mesmo que não tenha comido tanto), do tanto que falei (ah, isso eu falo muito mesmo).

Enfim, RESSACA.

Uma ressaca não muito definida, porque as razões para ela nunca me são claras, mas claramente configuram uma ressaca.

Sabe aquele mal-estar, o peso não do estômago, mas das emoções, a sensação de que a festa acabou meio mal? Um canssaaaço de tanta conversa, de tanto barulho, de tanta pergunta, de tanta resposta.

E a vontade firme de me esconder, de ficar quietinha no meu canto, de descansar, de fechar para balanço. Só que…, como fazer isto, se justamente o início do ano é tempo de planejar o tempo que virá?

Como planejar neste mundo louco em que dois mais dois não são mais quatro? Sim, às vezes tenho a sensação de que hoje em dia tudo pode ser tudo.

Nada mais é diferente, ou errado, ou estranho. No máximo, as coisas podem ser bizarras, para usar um termo mais ou menos contemporâneo.

O que 2020, que tem até uma estética simpática, não acha? A grafia parece um símbolo para mim, acho bonita. Tomara que seja também bonito o desenrolar deste ano. Menos conversa, mais ação, menos pobreza, mais prosperidade, menos egoísmo, mais solidariedade, menos doença, mais saúde.

E muita crença no Bom e no Bem.

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