Sonhos… Sonhos?

Sonhos, Sonhos são, já disse alguém cujo nome não me vem à mente agora.

Baseada nesta premissa vale tudo no sonhar, e sonhos podem, e geralmente são, caros. Caros se o compramos, caros se envidamos esforços para realizá-los, porque neste caso não custam dinheiro mas custam, sabe-se lá, quanto esforço, trabalho, tempo, renúncias.

Ouvindo relatos de pessoas sobre seus sonhos já ouvi coisas de arrepiar, outras de espantar.

Desta vez quando eu soube não me arrepiei, nem me espantei.

Simplesmente me horrorizei.

Certamente escalar o Everest deve ser o sonho de qualquer alpinista… ALPINISTA!

Entretanto, o que vimos neste mês de maio foi o aumento no número de mortes nas pessoas que tentaram a escalada.

E por quê?

Boa pergunta.

Primeiro, porque o governo do Nepal emitiu 381 autorizações para esta temporada, segundo foi divulgado.

Ora, o período para essa escalada é curto, fora desta época torna-se impossível, pelas condições climáticas. E aí, as cabecinhas pensantes como a sua devem estar perguntando: Será que o governo do Nepal quer fazer da escalada do Everest um evento turístico? Vai saber…

Mas a coisa ficou mais impressionante quando li num site o depoimento de um dos escaladores, que diz ter este evento entrado para a “moda” e, assim, gera muitos “likes”. Em busca de likes, segundo divulgado, sobem pessoas em busca de fama, e pagam preço altíssimo pelas expedições, só que todo o aparato não prevê, portanto não inclui, a garantia que a pessoa terá condições físicas adequadas a chegar ao topo. Só que a selfie no topo deve receber mais likes

Antes o desejo de realizar seu sonho concluindo o desafio levava as pessoas a se prepararem exaustivamente. Hoje, no mundo dos likes, o “sonho” passou a ser mais um item de consumo – as pessoas cismam que querem ter seus quinze minutos de fama, desembolsam uma grana, contratam meia dúzia de profissionais irresponsáveis, formam suas equipes. Acha você que se preparam física e emocionalmente? Não… Pelos depoimentos que li, o preparo é dos celulares, para não falharem nas postagens.

Então, celulares ou câmeras em punho, partem rumo… à MORTE.

Ah, o preço do “sonho”? Ouvi na Band que pode ficar por volta de 75 000 U$.

Enterro caro esse, né?

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