Você sabe o que é o HYGGE?

Pois vou te contar.

No meu livro “Depressão? NÃO. DêPressão”, apresento como sugestão que o leitor identifique e faça uma lista das atividades quando quer aliviar os “dias tenebrosos” de tristeza, de solidão. Numa das palestras que fiz sobre o livro alguém me perguntou “Mas essa sugestão é tao básica, simples…” – e eu lhe respondi: “quem disse que soluções só podem vir de recursos complicados e de difícil acesso?”

Pois bem… intuitivamente eu já estava sugerindo a prática do HYGGE (a pronúncia é hu ga).

O hygge é um conceito dinamarquês, não tem uma tradução literal, tal como a nossa melancólica palavra saudade.

Mas não tem nada de melancólico no HYGGE. Ao contrário, é a palavra que sugere que podemos encontrar felicidade e prazer nos momentos mais simples e rotineiros da nossa vida. Vivenciar o hygge é jantar com a família, tomar um vinho ou uma cerveja com amigos, estender-se ao sol. Enfim, é vivenciar a sensação de aconchego. Um aconchego consciente, por assim dizer. Um aconchego desejado, conscientemente procurado.

O hygge pode ser percebido e mitas vezes até explicitamente. Por exemplo, você encontra nas lojas calças “hyggebukser”, que são aquelas calças geralmente de moletom, largas, confortáveis… Aconchegantes.

Percebi a alegria com que pessoas, por exemplo, pegam seu barquinho e vão jantar com amigos nos canais, rindo, felizes, como se estivessem no restaurante mais bacana do mundo. Ou “produzem a sua praia”, deitando-se nos gramados dos jardins, ao sol. Afinal, o sol só aparece por lá no verão, e assim mesmo só durante umas quatro horas por dia. No inverno nem dá sinal de presença, talvez por isso tenha nascido a necessidade de ter e de produzir esse “aconchego”.

Fiquei bem impressionada com o tema, e comecei a procurar na Internet – encontrei trocentas matérias obre o hygge. Você acredita que existe um site com o objetivo específico de identificar e mostrar às pessoas situações de hygge?

Se não acreditou, pesquise e vai encontrar sugestões de como ser hygge desde o seu vestuário, até na mobília de casa, e nas próprias atitudes. Vale a pena procurar.

E eu fiz questão de escrever sobre o HYGGE, porque de certa forma, acho que nós, brasileiros, temos temperamento para viver o hygge: somos acolhedores, gostamos de reunir amigos, de cozinhar junto com eles ou para eles, fazemos de nossa casa um espaço de acolhimento.

Bom, isto eu percebo em muitos dos meus amigos. Talvez eu seja uma pessoa privilegiada pela sorte, talvez eu saiba escolher amigos. Não sei ao certo, mas sei com toda certeza que entendo o HYGGE e o vivo, aqui no Brasil.

E faço um desafio aqui: que vocês façam a sua lista HYGGE – ou seja, que relacionem as situações que lhes dão prazer, no seu dia a dia, em sua rotina. Claro que eu sentiria imenso prazer em conhecer estas listas, e exercer, assim, a nossa forma de viver o hygge.

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