Como eu estava dizendo…

Na semana passada terminei a crônica dizendo assim: Bom, espero que essa Luz que percebo e a que me refiro ilumine as mentes e os corações, para que possamos todos sair dessa mais dignos de pertencer à raça humana.

Durante a semana recebi uns wzaps tipo comentário que me motivaram a falar um pouco mais sobre o assunto.

Algumas pessoas fizeram a mesma leitura que eu, um cidadão me revelou ser impossível sair mais digno nessa altura do campeonato dele (está nos seus sessenta e poucos), mas houve quem… imaginem vocês, fez piada com a imagem da Luz. Eu nada respondi, porque entendo que cada um pode e deve ter opinião própria sobre qualquer fato.

Entretanto uma luz acendeu-se dentro de mim. E me orienta essa luz que eu diga mais qualquer coisa sobre ela.

A luz de que falo, caros amigos, é a luz interior, que cada um pode acender com sua inteligência (emocional), para que a existência se torne mais rica, prazerosa e útil. Mas para conseguir esse efeito de iluminação precisa, ah, precisa sim, ser alguém que já descobriu o encanto da vida. Tem que ser alguém que já entendeu que o “pensar igual” não garante respeito, amizade ou amor. Tem que ser alguém que superou a ira com quem é diferente – seja no pensamento, seja na cor, seja nas opções que faz.

Tem que ter prazer em sentir o prazer do outro, há que ter generosidade, mas não aquela generosidade que sai distribuindo favores e/ou dinheiro, estou me referindo à generosidade dos que veem o outro pelo espelho da alma, espelho que não deforma porque consegue enxergar o lado sutil das coisas.

Quem consegue chegar a este ponto na vida, está pertinho de chegar ao Paraíso. Bom, quando falo em Paraíso alguém pode pensar que estou me referindo à “terra dos deuses”.

Nada disso, você pode alcançar o Paraíso por aqui mesmo, o Paraíso não consta de mapa algum, mas pode estar dentro de você. Paraíso não é lugar, é estado de alma, é mente tranquila, é paz interior. É o estado que se alcança quando não se dá à dificuldade, qualquer que seja ela, o poder de anular a sua vontade de conviver, de ser útil.

Sei que nos dias que vivemos essa tarefa é quase impossível, mas sempre vai existir um momento, unzinho só, em que você consiga produzir aquele sorriso, o que sai do coração e vai direto, sem escalas, ao coração de quem está perto, sempre vai existir aquele momento em que você vai fazer alguém feliz.

Pronto, taí o segredo, senhor sessentão desanimado que me escreveu, talvez esteja faltando isto em sua vida. Não o conheço, mas tente fazer alguém feliz – seja sua esposa, sua namorada, seus filhos, seu vizinho, ou seu porteiro. Alguém, simplesmente alguém. Impossível que você não tenha uma dessas pessoas na vida.

Bora ser feliz, já que alegria hoje, com tanta tristeza à nossa volta, está difícil de se ter.

Ah, a linda foto lá de cima é do Parque Nacional da Irlanda, mas para mim pode ser a estrada do Paraíso… porque não?

# Vacina? Legal! Mas lembre-se da máscara.
# Calma, um dia isso acaba… ou nos acostumamos, simples assim.

1 Comment

  • Denise disse:

    Como somos filhos de Deus,dentro de nós há a “Centelha Divina”. A esperança é que, dominando nossas imperfeições,possamos acender esta Luz,cada vez mais forte em nossos corações!

Deixe um comentário!