O Tempo é Soberano

Confesso que me preocupava, um tempo atrás, quando via meus netos grudados no computador, ligados em joguinhos. Muitas vezes reclamei com eles, mas me acalmava quando percebi que não eram viciados nos tais jogos, e seguiam seus estudos sem problemas.

Comecei eu mesma a entrar no grupo dos joguinhos e, com o passar do tempo, notei que, se houvesse equilíbrio entre diversão e estudos, o que era diversão poderia se tornar um grande parceiro para a escola.

Assim, passei a ser uma imigrante digital que não mais fazia oposição aos jogos. Marc Prensky definiu , em 2001, as categorias de nativo, imigrante e colonizador digital, acrescentando que havia um abismo entre os que nasceram antes, e depois de 1980.

Só que, de 2001 para nossos dias houve tanta mudança… acredito que a maior parte dos imigrantes digitais já conseguiram pular o abismo sem rolar ribanceira abaixo. Hoje os telefones, aplicativos, o E-Commerce, e até operações bancárias exigem que vivamos todos a era digital.

Os nativos digitais conseguem transferir aprendizagens, adquirindo uma habilidade que é fundamental nesses jogos – a capacidade de criar estratégias para a vida. Como entendo que criar estratégia para os dias que vivemos é uma capacidade fundamental para o crescimento, hoje defendo que as crianças ocupem parte do seu tempo com essa atividade.

Assim, a imigrante aqui, transformou-se em colonizadora digital, pois auxiliei um número razoável de pessoas a entrar na era digital, ensinando como fazer para acessar aplicativos e outras delícias da nova era.

Mais uma vez comprovei que o Tempo é soberano.

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