Só Gritando Mesmo

Estão pensando que vou falar de Brasil? Nada disso, mas sei que quando se coloca imagem tão dramática logo vem à cabeça assaltos, balas perdidas, e assemelhados.

Mas eu vou escrever hoje é sobre EDVARD MUNCH.

Talvez o assunto interesse a poucos, mas tive um pedido e atendo, contando a historinha do Museu Munch, Oslo.

Muito que bem, Munch era um homem solitário, teve uma vida conturbada, e suas telas mostravam isto ao primeiro olhar. Vivia sozinho, ele e seus três cães, nas proximidades de Oslo. Ao ouvir as primeiras sirenes de guerra e vendo o pânico das pessoas, ele – que já era um angustiado, entregou-se ao desespero e no ímpeto de salvar sua obra, doou em testamento à cidade de Oslo todo o acervo que ainda tinha na casa, obras acabadas e ainda por acabar.

Foi a maior doação feita de obra de arte: um total de 28.000 quadros, telas e rascunhos.

Por um desses milagres que só a Arte pode promover, a casa onde morava não foi atingida e mais tarde a Prefeitura de Oslo montou ali o Museu Munch. Para vocês terem ideia do que isto significa, apenas o quadro “O GRITO”, foi leiloado em Nova York, por 119 milhões de dólares, tornando-se uma das obras mais caras da história.

Mas ainda tem outro recorde: num belo domingo de quase sol o Museu foi invadido por dois mascarados, que levaram, além de “O Grito”, outro quadro belíssimo chamado “Madonna”.

Os jornais noticiaram: “Foi o roubo mais fácil do mundo, seria mais difícil roubarem um quiosque”.

Acreditem… Os ladrões saíram caminhando, calmamente.

Olha eles aí!

Ué… Vocês pensam que só se rouba no Brasil? Hahaha.

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