Sobras da Pandemia #1

Viajando na Maionese

Para quem tem imaginação até que a Pandemia promoveu lances interessantes.

Nem todo mundo está em casa, chorando, lamuriando o isolamento e vendo séries na TV, tem muita gente botando a cabeça para funcionar e encontrar alguma forma de faturar e manter a fidelidade de quem é seu cliente.

Li na UOL que algumas companhias aéreas estão lançando voos diferentes. Mas não são diferentes no cardápio, nos assentos, no percurso, na tripulação.

Não. São diferentes na concepção do que seria uma viagem. E os voos estão CHEIOS!

Você não acredita? Pois acredite no que eu estou afirmando: companhias aéreas estão oferecendo produto novo que é literalmente “viajar na maionese”.

Como assim, você pode estar perguntando. Respondo: Todos nós sabemos que o turismo sofreu e ainda vem sofrendo um grande transtorno – voos cancelados, países fechando fronteiras e aeroportos…. Segundo dados da AAPA (Association of Asia Pacific Airlines), na região Ásia – Pacifico no auge da Pandemia (que parece se estender infinitamente, pois as ondas se sucedem), a demanda por voos caiu 97,5%.

Sabendo que os turistas compulsivos estão morrendo de vontade de entrar num avião, algumas companhias começaram a comercializar voos para “lugar nenhum” – os Nowhere Flights. E mais: dizem por aí que esses voos saem lotados, fazem o maior sucesso.

Como são esses voos?

Simples assim: o passageiro compra seu bilhete, recebe o cartão de embarque, embarca, tem o imenso prazer de subir as escadinhas, senta-se no lugar marcado, recebe um belo serviço de bordo e…. um tempo depois, com todo o protocolo igualzinho ao de antes, é anunciado que chegaram ao destino. E o destino é o mesmo do embarque.

Vamos lá ver alguns casos de tão bizarra viagem.

A cia aérea EVA Airways, de Taiwan, fez um voo de duas horas e quarenta e cinco minutos com um de seus aviões temáticos de Hello Kitty, rumo a… lugar nenhum. Partiram e chegaram do aeroporto de Taipei, e o voo especial aconteceu em homenagem aos pais. O código do voo foi BR5288, que em mandarim tem o som da frase “eu te amo, papai”.

E… quem disse que japonês tem olho pequeno? A japonesa First Airlines, que já oferecia viagens virtuais de voo, ficou com olho grande nesse mercado nascente, entrou na brincadeira, até com vantagem, porque já tinha estrutura de telas para projetar em realidade virtual nuvens e paisagens aéreas e pode oferecer diferentes destinos – Paris, Roma, Nova York, por exemplo.

Mas a campeã foi a Qantas, australiana, que lançou o Great Southern Land, e que, segundo o CEO da companhia, foi o voo que vendeu mais rápido em toda a história da Qantas. Ah, o preço dos bilhetes? Baratinho… entre U$ 787 e U$ 3 787.

Sabem em quanto tempo as passagens se esgotaram? Dez (10) minutos.

Sim, eu disse me crônica anterior que às vezes, momentos difíceis geram grandes oportunidades.

Olhai… Viajaram na maionese mas saíram felizes como pinto no lixo.

Na próxima conversamos mais um pouquinho sobre o assunto, tá?

Enquanto isso,

# Use máscara, o vírus ainda está por aí.

2 Comments

  • Denise disse:

    Muito interessante! E nem precisa beber Red Bull para,literalmente …”dar asas à imaginação! “👏👏👏👏👏

  • Daisy disse:

    Eliane Tavares
    >> Sobras da Pandemia…
    Eu já li sobre isto, mas não tão interessante quanto o seu.
    O que será que tem na cabeça destes viajantes?
    Com certeza muito dinheiro no bolso.
    👏👏👏

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