A Cultura do SU

A História da Arte me fascina, observo como é comum que o traçado de uma figura ou a palheta de um pintor expressem uma preocupação de época, uma forma de sentir, de protestar, ou seja, quando vemos uma imagem, uma escultura, estamos vendo uma forma de expressão que também caracteriza a época da obra. Claro que acontece não somente com a Pintura, na Música é mais clara a intenção, nas letras então fica evidenciado o protesto, o sentir da época.

(Amarelo vermelho azul, de Wassily Kandinski.)

Na tela de Kandinski que vemos acima, (esse é um dos pintores que me intriga e que me deixa horas absorta em suas cores e formas), vemos o sinal do SU.

Aí me pergunta você: O que é o SU?

Eu só fui entender completamente o pontinho que aparece em Mirò, Kandinski e outros, quando li Meishu – Sama (Meishu-Sama, Alicerce do Paraíso v.1).

Ele disse: Tudo no Universo possui forma circular, como a Terra, o Sol e a Lua. (). Naturalmente, nosso mundo também tem o formato circular; mas não passará de um círculo, se o seu interior estiver vazio. No caso do ser humano, significa que ele não teria alma; assim, colocar um ponto quer dizer colocar-lhe alma ()

(O Amanhecer, Joan Mirò)

Por conseguinte, o círculo com um ponto no centro simboliza uma forma vazia na qual se pôs alma. Isso equivale à expressão “colocar espírito”, usada pelos pintores desde antigamente.

Pronto, aí eu entendi, assim como compreendi o que pode ser o Sucesso. Fernando, sobre sucesso estou continuando a lhe responder, como prometi.

O sucesso, para mim, é o círculo que, não tendo o tal pontinho, não tem alma, e talvez por aí se explique o porquê de tantas pessoas fazerem o que pensam ser sucesso, mas que na verdade não passa de modismo, e logo se extingue, por lhe faltar alma.

Isso mesmo, para mim, o sucesso não se mede apenas em cifras, em marketing, em imagem. É uma expressão de alma, e para que tenha alma, precisa ter mensagem, precisa atingir o sentimento e o espírito de alguém, como, por exemplo, atingi o seu, que me deu a satisfação de conceder tempo e atenção para fazer observações sobre o que escrevo.

Também aproveito para citar a Flávia, que sobre o meu livro Saigon, disse “adorei o estilo ousado e sensível da autora”, e fez uma pergunta in off sobre mim – enquanto mãe e enquanto escritora. A ela respondo: Sim, Flávia, às vezes fica meio complicado escrever coisas que eu, Daisy, nunca diria, pensar personagens que exibem atitudes que eu nunca teria, e por aí vai. Ser ousada e ser sensível como escritora é uma coisa, mas como mãe Mas sempre tento colocar nas minhas atitudes o pontinho que lhes confere alma.

E aproveito para dar uma forma ao pontinho e transformá-lo num coração agradecido a todos vocês que me dão o privilégio de ler o que escrevo.

Gratidão.

# Mais um pouco de paciência, a pandemia não é eterna.
#Cuidem-se.

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