E Por Falar de Heróis…

“O que você vai ser quando crescer”?

É muito comum que crianças, especialmente meninos, digam dentre outras profissões, “Quero ser bombeiro”.

Que menino nunca se encantou com um carrinho de bombeiro, suas luzes e sirenes?

Abro aqui um parêntese: por favor, me poupem aqui das críticas baseadas em ideologia de gêneros, cito meninos porque nunca ouvi essas palavras da boca de uma menina, embora hoje em dia já tenhamos inúmeras mulheres nessa honrosa profissão.

Fico pensando o que ocorre na mente e na emoção de um bombeiro quando está em ação. Será que sente medo, será que tem vontade de desistir ao encarar as chamas?

Penso que sim, que o medo acontece, mas pelo que vejo em tragédias como a de Brumadinho, bombeiros jamais desistem. Sim, devem ter medo, o medo é inerente à natureza humana sempre que o perigo acontece. Mas para estes homens, além do preparo técnico que deve lhes fornecer muita segurança, existe a certeza de que a sua equipe está lá para ajudar, para abrir espaços, para dar condições a que o trabalho seja realizado. Um dos grandes exemplos de perfeito trabalho em equipe é este, o dos bombeiros.

Mas, antes de tudo, pessoas que escolhem ser bombeiros são pessoas especiais. Pessoas que pensam no outro, pois se não fosse assim, escolheriam outra atividade qualquer.

Acompanhando detalhes da cobertura desta tragédia soube que, cada vez que saem do campo de ação, lavam eles mesmos a lama de suas roupas em jatos fortes d’água para retirar parte do material grudado em suas roupas.

São inspiradores e tanto, que em Brumadinho um grupo de voluntários se reuniu e está lavando as roupas dos bombeiros, como quem diz “Esse não é um trabalho para heróis, concentrem seus esforços no trabalho glorioso de salvamento, de buscas, essa parte nós realizamos”.

São tão inspiradores como foi a Equipe de Governo que no mesmo dia, deslocou ministros e começou a apurar responsabilidades para que episódios como este e o de Mariana não se repitam. Aliás, vamos combinar que se fossem tomadas estas providências em Mariana no ano de 2015, a hipótese de novas quedas de barreira talvez fosse evitada.

Novos tempos, novas atitudes, novas providências.

E que todos nós nos conscientizemos de que estamos vivendo um novo tempo, e que devemos todos nós renovar nossas atitudes para marcarmos presença neste novo tempo.

Sim, devemos refletir, raciocinar, perceber a diferença entre a demagogia e a ação efetiva que atua para resolver.

Mariana e Brumadinho não mais.

Não mais demagogia barata que discursa e não resolve.

Façamos por onde merecer nossos heróis.

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