Ensinar? Como assim?

Se excluirmos o ensino Fundamental, temos muito a refletir sobre o papel do professor hoje.

Sim, no ensino Fundamental o professor ainda ensina o desconhecido, o que não foi sequer vislumbrado pela criança. O conhecimento ainda é a grande incógnita que vai ser descoberta passo a passo.

Mas nas outras fases do ensino, ao aluno interessado, motivado para aprender, nada mais é o desconhecido total. Com os meios e recursos que dispomos hoje, qualquer pessoa que tenha um celular pode acessar qualquer tipo de conhecimento, conceito ou assunto, e “aprender”. E quem hoje não tem um celular?

Até uns anos atrás, não consigo determinar exatamente quantos, o professor era aquela figura que chegava e dominava os assuntos que se propunha ensinar. Hoje não existe mais tal garantia, melhor dizendo, hoje é impossível, inimaginável supor que alguém domine tudo sobre um assunto qualquer, face à rapidez com que a informação é processada. A nova informação está aí, ao seu lado, ao meu lado, na cara de todos nós.

E agora, professor, será que acabou o seu papel, será que você perdeu a sua parte nesse latifúndio?

De jeito nenhum, o papel do professor sempre estará preservado em qualquer grupo social que pretenda alcançar ou manter um bom nível de civilização. Só que a informação já não pode ser o seu foco, porque o conhecimento está esparramado em tudo quanto é canal, jornal (digital, é claro), computador, celular.

Mas, o que tem acontecido ao longo do tempo quando uma profissão perde suas características mais importantes?

Ressignifica… simples assim. E, no caso do professor, em vez de ter o saber enciclopédico, aquele que sabia tudo o tempo todo, a pessoa que se propõe a ensinar hoje, a meu ver, tem que despertar em seu aluno o gosto, a atitude, e o prazer de buscar onde o conhecimento está.

Portanto, para mim, essa á a razão do magistério nos dias de hoje. Não se ensina mais… o aluno é que aprende!

#ainda vamos ver o sorriso uns dos outros, mas por enquanto…

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