Meu Brasil Brasileiro

Nunca me imaginei tendo nascido em outro lugar, mesmo na fase adolescente, quando que meus ídolos todos – todos… nas Artes, na literatura, na política, eram estrangeiros.

Nunca me envergonhei de ter nascido em país dito de terceiro mundo, mesmo quando amigos estrangeiros arrotavam a civilização e o progresso dos seus, pois tenho o Brasil no meu gosto, na minha pele, nas minhas digitais.

Estudava História do Brasil como lia um romance, desde cedo percebi a óbvia romantização dos fatos, com o tempo até considerava natural, outros países também têm sua história romantizada e direcionada a interesses que nem sempre estão ligados à verdade… Sempre ligados ao interesse do dominador.

Tenho viajado por muitos mares, e sinceramente nunca percebi a beleza que temos por aqui. Lugarzinho mais bonito esse meu Brasil.

Mas, é, meus amigos, tem sempre um mas… Mas a questão é que não há terra nem cultura que resista à insensatez, por isso não vou no dia 7 de setembro aplaudir a Liberdade.

Que Liberdade?

Num país onde dizer o que se pensa é motivo de prisão, discordar de pontos de vista é motivo para que amigos se afastem, talvez eu deva dizer “amigos”.

Enfim… ou você concorda, ou é tachado de nazista podendo também ser tachado de comunista, dependendo do ponto de vista de quem ouve. E assim segue o barco e a radicalização, nosso país perdendo oportunidade de ser a potência que poderia ser, não só pelas condições naturais como também pela inteligência e perspicácia do brasileiro, um povo que consegue viver, rir e criar melhores condições para sua vida, mesmo diante de tanta dificuldade.

A discussão sobre a História do Brasil conter verdades ou mentiras ficou nada grave diante do que se vê hoje, em que a verdade é distorcida, ou, melhor dizendo, nem se sabe mais o que é verdade.

Essa é a razão de eu não festejar o 7 de setembro.

Ao contrário, lanço meu apelo: Liberdade, abre as asas sobre nós

#liberdade à parte, máscara prende o sorriso, mas ainda é necessária.

Deixe um comentário!